A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu nesta semana proibir a venda e a fabricação no mercado brasileiro dos remédios para emagrecer que atuam no sistema nervoso central e são derivados de anfetamina (femproporex e dietilpropiona). O mesmo vale para o mazindol, inibidor de apetite que age diferente dos outros dois remédios.
O único medicamento que continua no mercado é a sibutramina, o remédio para emagrecer mais utilizado no Brasil. Essa decisão encerra uma discussão que se arrasta desde fevereiro, quando a Anvisa lançou a proposta de banir os inibidores de apetite, com base em parecer da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme), por causa dos riscos à saúde.
Esses riscos variam entre insônia, ressecamento da boca, problemas no fígado, cérebro, coração, em doses elevadas os medicamentos podem levar à morte; além disso, também podem causar a dependência. No Brasil, o consumo destes é desenfreado, muitas pessoas chegavam a comprar e tomar diversas doses diárias para o emagrecimento, deixando de lado esses efeitos.
No mês de agosto, uma pesquisa revelou que o Brasil era o maior consumidor de anfetaminas do mundo. Por isso, a Rede Record exibiu uma série de reportagens especiais no noticiário Jornal da Record, que mostrou os riscos da auto medicação e do uso abusivo dos medicamentos de tarja preta, principalmente por pessoas que buscam o corpo perfeito.
Para falar do tratamento da dependência dessas substâncias, a equipe de reportagem visitou duas das cinco unidades de internação da Clínica Viva, uma só para mulheres e outra de pacientes provenientes de internação involuntária e entrevistou pessoas que procuraram clínicas especializadas para realizar o tratamento.
Confira dois episódios na íntegra, da série “Receita Perigosa” que mostrou os efeitos colaterais provenientes do uso abusivo deste tipo de medicamentos:
Para assistir à série na íntegra clique aqui.
Com informações do R7 e da Agência Estado.
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