É noite. Os enfermeiros batem à porta da família Correa. “Tem alguém doente aqui?”, pergunta Danilo (Cauã Reymond). “Tem, meu filho, você”, diz sua mãe. Neste momento enfermeiros aplicam um tranquilizante no jovem que, na novela, é um dependente de drogas que é levado para uma clínica de reabilitação.

A cena levada ao ar na última semana na novela Passione (Globo), mostra a realidade de famílias que convivem com a dependência química dentro de casa e que recorrem ao tratamento, com internação involuntária, por ser a medida necessária no momento da vida do paciente para evitar a gravidade da doença que possivelmente poderia trazer mais consequências negativas como por exemplo: a morte ou outras doenças e problemas relacionados as drogas.

Em outro momento, a mãe de Danilo, interpretada por Maitê Proença, surge se questionando se era correto proceder desta maneira. O outro filho, interpretado por Kaiki Brito, reforça que sim, que era a única saída para quem já estava dominado pelo uso de drogas e que estava perdendo a vida.

Já na Clínica, o médico explica os procedimentos do tratamento da doença de Danilo. Fica evidente que o autor quer mostrar a complexidade da doença, da dependência química. Paralelamente, a novela levanta o debate sobre a internação involuntária, desnecessária segundo a visão de profissionais que defendem um tratamento ambulatorial como suficiente para tratar dependentes químicos, mas fundamental na visão de quem trata po exemplo: os dependentes de crack, uma das mais devastadoras das drogas.

Até o momento, a novela aborda a dependência de drogas de uma forma instrutiva, ressaltando a doença, a necessidade de tratamento profissional e a internação involuntária como medida necessária para o tratamento.

“É, sem dúvida, uma maneira de orientar a população sobre a maneira correta de encarar a dependência de drogas”, diz a psicóloga Luciana Yukiko, da Clínica Terapêutica Viva.

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