O crack é uma droga barata que se alastrou por quase todas as cidades do país, por isso seu consumo é crescente. Por conta desse crescimento, uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da Assembleia Legislativa revelou que a droga já alcançou o posto de segundo lugar como maior causa de atendimento médico em cidades com mais de 100 mil habitantes, perdendo apenas para o álcool.
Os resultados da pesquisa indicaram que nestas cidades 31% dos atendimentos médicos são ocasionados pelo uso do crack, enquanto os de álcool representam 49%. Na cidade de Sorocaba, que possui aproximadamente 600 mil habitantes, os números são ainda maiores: 33% dos atendimentos médicos são feitos pelo uso do crack. Porém, o álcool continua na frente com 47% dos atendimentos na cidade.
A equipe de reportagem da Tv Tem, afiliada da Rede Globo no interior de São Paulo, visitou a unidade de internação da Clínica Viva em Piedade, 90% dos pacientes internados estão em tratamento pelo uso do crack. A psicóloga da clínica, Cláudia Soares, foi entrevistada e falou sobre os efeitos da droga. Ela ainda enfatizou “O crack já é uma epidemia, uma epidemia social”.
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Comentários
Realmente vejo o Crack, como uma maldição dos últimos tempos. E sei o quanto é dificil conviver com uma pessoa dependente desta maldira droga, é um sofrimento quase insuportável.
Não digo que haja condições de se acabar com 100% do consumo do Crack, mas com certeza se os Governos, Federal, estadual e municipal, investissem realmente no tratamento dos dependentes, creio, que haveria uma redução significativa do consumo, paralelo a isso, teria que haver um combate assíduo aos traficantes e que a pena a estes fosse mais dura.
Só assim vejo, a viabilidade de amenizar e porque não dizer, quase exterminar com esse grande mal.
Que Deus, o Pai da Luzes, ilumine a todos.
Não é preto no branco como dizem. Ninguém se torna traficante porque quer. Milhares de garotos(as) e mulas tornam-se por falta de opção de trabalho, por instinto de sobrevivência. Seria simples resolver a equação dessa maneira. Como dependente em tratamento sei a parcela de responsabilidade que me cabia nesse processo, mas quem nunca usou não sabe como pode ser prazeroso. E por ser tão bom, é quase impossível de abandona-lá. Minha droga de preferência era a cocaína e o álcool.